Município leiloará 45 lotes de veículos e máquinas nesta quinta-feira

Automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas e máquinas pesadas constam nos itens ofertados. Visitas já podem ser realizadas, em horário comercial.

O município de Tangará da Serra promove na próxima quinta-feira (26.04) leilão de 45 lotes de veículos, motocicletas, máquinas pesadas, implementos, equipamentos de informática e sucata. A praça terá como local o pátio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, no Jardim Paulista, com início marcado para às 10h00.

O leilão foi determinado pelo prefeito Saturnino Masson, com base na legislação vigente que estabelece as normas patrimoniais da gestão pública. De acordo com o secretário municipal de Administração, Edirson José de Oliveira, o objetivo do leilão é revigorar a frota do município, reinvestindo os valores auferidos com a venda dos lotes.

Entre os 45 itens ofertados na praça, há 16 veículos, 03 ônibus, um caminhão, um trator de esteiras, uma motoniveladora, uma motocicleta, um Jet ski, um barco inflável e uma roçadeira, além de equipamentos de informática, implementos e sucatas diversas.

As visitas para verificação dos lotes já podem ser realizadas, em horário comercial. Os interessados devem se cadastrar com antecipação de pelo menos 30 minutos ao início do leilão para participar e dar lances, com veto em caso de restrições e cheques de terceiros. Os bens serão vendidos no estado em que se encontram. O edital do leilão está publicado no site do município - www.tangaradaserra.mt.gov.br

Fonte: Assessoria / SMAD

Funai aguarda denúncia formal para investigar problemas na Saúde

Os mais de 1.600 índios que vivem nas 57 aldeias indígenas de Tangará da Serra não têm muito o que comemorar, Dia do Índio. Eles reclamam de problemas no atendimento prestado pela empresa contratada pelo Governo Federal para a saúde indígena. Segundo denúncia recebida pelo DS esta semana, os profissionais e unidades de saúde indígena estariam sem medicamentos, material de limpeza, combustível, manutenção de veículos e materiais odontológicos, além ainda sem alimentação. O coordenador local da Fundação Nacional do Índio em Tangará da Serra Aldenir Gonçalves dos Santos disse reconhecer que a fiscalização é uma das funções da Funai, mas que o escritório local aguarda uma denúncia formal por parte das comunidades indígenas.

“A Funai tem o poder de acompanhar e fiscalizar. Se a comunidade indígena faz uma denúncia dessas por escrito a gente fiscaliza e acompanha, mas até o momento ainda não houve nenhuma denúncia por escrito. Se fizerem a Funai vai tomar providências”, explica o coordenador.

Aldenir revela que a coordenação local tem contato diário com as aldeias e que nestes contatos recebe reclamações individuais. “Às vezes a gente chega numa aldeia e tem uma ou duas pessoas que reclamam, mas não é a comunidade que está reclamando. Reclamam um ou dois, às vezes é questão pessoal. Por isso que eu falo pra você, precisamos é de um documento que seja assinado pela comunidade, para que essa denúncia não venha como um caso pessoal”, explica.

O coordenador diz que existe uma certa cautela quanto às reclamações em função de que antes da empresa contratada a Saúde Indígena era gerenciada por um associação administrada pelos próprios índios. “Era uma associação indígena, e eles faziam a Saúde conforme precisavam e viam que era necessário. E hoje está nas mãos de outras pessoas que são de uma cultura totalmente diferente”, diz Aldenir ao explicar que a empresa que venceu a licitação da Funasa, mesmo que já tenha experiência com outras comunidades indígenas, deverá ter certa dificuldade já que cada cultura, mesmo que seja indígena, é diferente uma da outra.

A Funai garante que caso a denúncia seja formalizada, por escrito, passará por uma avaliação. Se o caso for grave a própria coordenação regional, em Cuiabá, tem poderes para intervir junto a Funasa para que ocorram as consequências necessárias para que o atendimento aos índios em Tangará da Serra seja adequado. Se a situação não for de urgência, a coordenação regional repassa o problema à Funai em Brasília, para que o caso seja analisado pela Funasa.

Fonte: Redação Diário da Serra