Autoridades de Tangará reivindicam melhorias para Segurança Pública

Reunião com autoridades estaduais aconteceu em Cuiabá

Uma comissão formada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Tangará da Serra esteve no início dessa semana em Cuiabá, onde participou de uma reunião com representantes do governo estadual a fim de requerer melhorias no que diz respeito à Segurança Pública do município. Entre as principais pautas, estão as criações das Unidades Especializadas da Polícia Judiciária Civil, como Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), Entorpecentes e Homicídios, além de reivindicar parceria e apoio no que tange ao conserto e manutenção das câmeras de videomonitoramento em Tangará da Serra, que no total de 15, sete encontram-se inoperantes e danificadas.

De acordo com o secretário executivo do GGI, Jucemilson Nazário de Carvalho, a reunião com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Frederico de Oliveira Dorilêo, secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque de Jesus, e o vice-governador do Estado, Carlos Fávaro, foi promissora devido aos representantes estaduais sinalizar atendimentos aos requerimentos para Tangará da Serra. “Primeiro fomos fazer uma reivindicação para solicitar o que é preciso, Caso não formos atendidos, vamos cobrar. A Segurança Público do município requer investimentos, pois Tangará é uma cidade com aproximadamente 100 mil habitantes e com crescimento a passos largos, enfrenta problemas no que diz respeito à segurança, mesmo assim as autoridades policiais se desdobram e se esforçam ao máximo, e com isso, conseguem bons resultados na elucidação de crimes”, avaliou Nazário, ao destacar que outra reivindicação foi a construção do Centro de Ressocialização para Menores na cidade. Segundo ele, atualmente Tangará encontra-se entre os primeiros municípios que tem prioridade na construção da unidade. “O secretário de Justiça nos afirmou que Tangará estava em sexto lugar na lista prioritária. Hoje, a cidade encontra-se em segundo lugar, pois o Governo do Estado quer construir dez Centros de Ressocializações em Mato Grosso”, contou o secretário do GGI.

Participaram da reunião o prefeito Fábio Martins Junqueira; deputado Wagner Ramos; deputado Saturnino Masson; presidente do Conselho de Segurança, Walter José; presidente da Câmara de Vereadores, Romer Japonês; vereador Niltinho do Lanche; coordenador do videomonitoramento, Valdemar Manrich; Presidente da Acits, Vander Masson; presidente do Sindicato Rural, Vanderlei Reck; representante do Conselho da Comunidade, Henrique Gasparotto; e secretário do GGI, Jucemilson Nazário.

Fonte: Rodrigo Soares - Redação DS

Campus da UNEMAT de Tangará paralisa atividades a partir de 3ª-feira com greve dos professores



A informação foi repassada pelo Professor Rogério Añez, diretor do Sindicato dos Professores no Campus do município. Nesta semana, segundo ele, a instituição já está paralisada por força de decisão tomada em assembleias, tanto da categoria em Tangará, quanto no estado. “Nós estamos em paralisação em Tangará. Deflagramos a greve ontem em nossa assembleia e na Assembleia Geral em Cáceres onde se deflagrou a paralisação de advertência a partir de hoje até 6ª-feira, e a partir de segunda-feira, 1º de junho, a greve, por tempo indeterminado”.

O professor explicou que foi através da Lei Nº 8.278 de 2004 que se instituiu a Revisão Geral Anual, cujo índice é a inflação do ano anterior e que deve ser resposto todo mês de maio. Por 10 anos a lei vem sendo cumprida e agora está sendo desrespeitada. “Desta vez fomos surpreendidos pelo governo oferecendo como proposta pagar metade deste reajuste agora no mês de maio e depois num acordo na folha de novembro o restante deste reajuste.

Sendo que o retroativo entre maio a outubro seriam pagos na folha de janeiro de 2016. Não concordamos com isto, porque o repasse em maio é de caráter legal e se o Governo não cumprir uma coisa que está na lei, como vai cumprir um acordo feito às pressas”.

Até 6ª-feira algumas atividades estão previstas na universidade em Tangará, que inclusive hoje (27) está em luto. “Prestamos nossas condolências à família da Alessandra Teodora que é nossa aluna. Na 5ª-feira estamos com atividades normais. Na 6ª-feira temos um movimento nacional de paralisação, com atividades no campus de Tangará e alguns de nós se dirigem a Cuiabá para se juntar com os demais sindicatos”.

A atividade que aconteceria hoje foi transferida para a próxima segunda-feira (01), com alunos e professores e a partir de 3ª-feira a greve geral.

O professor lembrou também que a categoria cobra ainda, não neste movimento, mas tem como pauta, a reposição por parte do Governo do Estado, aprovada no Conselho Universitário através da resolução 027. “Neste momento não falamos de aumento salarial. Apenas da reposição da inflação. Mas estamos brigando também pela autonomia universitária que temos garantida por lei e não garantida pelos governantes, para que os repasses devidos à Unemat sejam feitos na íntegra”, destacou.

Demais Servidores da Unemat – Os servidores do setor administrativo da UNEMAT que não integram a categoria dos docentes decidiu pela não paralisação das atividades. Assim, o trabalho neste setor prossegue normal no campus prossegue em Tangará da Serra.

Fonte: Marlenne Maria com Heverton Luiz