CUIABÁ 300 ANOS - Centro Político e Rodoviária são obras que marcaram década de 70

Moacyr é “pai do Centro Político Administrativo”, o Palácio Paiaguás é uma homenagem à nação indígena paiaguá - Foto por: Marcos Vergueiro e Arquivo Público de Mato Grosso
Um dos mais importantes arquitetos de Cuiabá, Moacyr Freitas, é o responsável pelo projeto da rodoviária, do Centro Político Administrativo, Avenida Miguel Sutil, dentre outros importantes marcos urbanísticos.

Cuiabá se revela uma das mais acolhedoras capitais do país. Localizada no Centro Geodésico da América Latina, tem sua população ampliada diariamente, com pessoas chegando todos os dias. E há que se ressaltar, é justamente essa multiplicidade de povos e culturas, uma de suas mais marcantes características. Não é à toa que o povo cuiabano é conhecido como um povo hospitaleiro.

Muitos de seus novos moradores, os chamados “pau rodados”, chegam à cidade pela bela Rodoviária Engenheiro Cássio Veiga de Sá. Essa é a deixa! Aproveitando os 300 anos da capital, você vai conhecer um pouco mais de um dos mais importantes arquitetos de Cuiabá, Moacyr Freitas, responsável não só pelo projeto da rodoviária, mas pelo Centro Político Administrativo e Avenida Miguel Sutil, dentre outros importantes marcos urbanísticos da capital.

Prestes a completar 90 anos, Moacyr é um apaixonado por Cuiabá. Arquiteto, professor, historiador, escritor e artista plástico, escreveu mais de uma dezena de livros sobre a história da Cidade Verde, ilustrados por ele mesmo, como é o caso da obra “História Ilustrada de Cuiabá: dias difíceis nos arraiais”. Não bastassem todos esses feitos, ele também é reconhecido como um dos professores fundadores da Universidade Federal de Mato Grosso.

Embarque nessa viagem pela história de Cuiabá, que deve muito à colaboração desse ilustre cuiabano de "chapa e cruz", nascido no bairro do Porto.

Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá

Fotos de Secom-MT e Arquivo Público de Mato Grosso
Um novo tempo de renovação da cidade, com novas intervenções urbanas, vieram entre os anos de 1937 e 1945, com a edificação, a exemplo, do Liceu Cuiabano e a Ponte Cuiabá – Várzea Grande. Altos prédios e grandes avenidas começaram a surgir entre os anos de 1960 e 1970. Até 1980 foi intensificado o processo de verticalização da cidade, época em que surge o arrojado Terminal Rodoviário Cássio Veiga de Sá.

E não estamos falando de qualquer rodoviária, trata-se de uma das mais belas do país. À época chamada de “o melhor terminal rodoviário da América Latina”. Sua estrutura possui três andares, com uma grande rampa de acesso e vãos livres. Atualmente recebe por ano, 2 milhões de passageiros e conta com 22 viações que fazem o trajeto de todos os cantos do país até Cuiabá e daqui para onde for. “Uma rodoviária referência. Ainda guardo o cartão de um representante da Companhia do Metropolitano de São Paulo, que veio à Cuiabá para ver o projeto de perto”, recorda Moacyr Freitas.

Segundo ele, o primeiro projeto era diferente. Apresentava a rodoviária um pouquinho mais fechada, portanto, um projeto mais caro.

“Então o governador José Garcia Neto me pediu para realizar um novo estudo no intuito de baratear a construção. Foi então que surgiu a ideia dos vãos livres. Estava entrando na moda uma nova estrutura de concreto alongado, para evitar muitos apoios. Um processo moderno para a época, porém, aqui (em Cuiabá) não tinha nenhum escritório que desse suporte para esse tipo de construção. Foi quando encontrei o premiado arquiteto Paulo Mendes da Rocha e consegui realizar o projeto com sucesso. Àquele tempo, uma construção muito ousada”, se orgulha.

Com estrutura de concreto protendido e apoios a cada 34 metros, tratava-se de uma construção muito à frente do tempo. Um projeto que avançou 40 anos sem nenhuma grande alteração. Inaugurada em 1979, quatro décadas depois, permanece tão moderna quanto antes. “Com a expectativa de um novo futuro, para tantas pessoas que chegam das cidades do interior ou de outros estados brasileiros, chegar em Cuiabá pela rodoviária com essa imponência, traz um quê de esperança”.

Centro Político Administrativo
Fotos do Arquivo Público de Mato Grosso e Marcos Vergueiro - Secom MT
Autor de importantes projetos da cidade, Moacyr é também o “pai do Centro Político Administrativo”. Foi ele quem indicou o local que viria a ser o mais importante núcleo administrativo da cidade, abrigando todos os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Ainda mais que isso, foi ele quem idealizou todo o complexo e ainda guarda o primeiro estudo da empreitada. A região tinha a promessa de ser a "Brasília mato-grossense", se valendo de uma área de mais de 6.800 m². 

“No governo de Fragelli, eu fiz uma sugestão para ele”, diz sorrindo. “Eu disse ao diretor do Departamento de Obras do seu governo, o Engenheiro Sátyro Pohl Moreira de Castilho, que tinha um estudo, baseado em todas as dimensões da cidade. Achei que deveria haver um centro comercial e em outra região, um complexo administrativo que concentrasse as autarquias do Estado separadas do município. E foi assim que os órgãos do Estado ocuparam o local”. Um grupo de técnicos, coordenados pelo engenheiro Castilho, desenvolveu e detalhou o projeto do CPA.

A ideia era que houvesse três lagos para refrescar o clima, aproveitando os mananciais que têm na região. “Daí, recentemente, fizeram o Parque das Águas. Ainda está em tempo”, sugere. “Pensei em tudo, até no nome, que a propósito era para ser outro. Por mim, nunca seria Palácio Paiaguás. Na época falavam que aqui era o Portal da Amazônia, então, porque não, Palácio da Amazônia ou algo parecido? A paiaguá foi a nação indígena que mais guerreou, mas eles estavam protegendo suas terras... Entretanto, ainda dou razão aos líderes paiaguás, afinal de contas, aqui era região de domínio deles, nós somos os invasores”.

A inspiração para a elaboração do projeto partiu de um jogo de dominó. “Se você reparar, as primeiras construções foram feitas tal qual um dominó. Um prédio ligado ao outro. Mas daí, veio o secretário de obras e fez as secretarias separadas. Mas a gente aguenta, o arquiteto tem que aguentar dessas também”, se diverte.

Fonte: Protásio de Morais | Secom/MT

Quase 150 mudas foram plantadas por Meio Ambiente e Clubes de Serviços

Os voluntários também replantaram mudas que não vingaram no primeiro plantio

Na tarde de sábado, 06, dando segmento a atividade desenvolvida no ano passado alusiva ao Dia da Árvore, os canteiros da Avenida Brasil, de Tangará da Serra foram palco de cuidados por parte de voluntários, que realizaram plantio de mudas das espécies Ipê Amarelo e Branco em sua extensão. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com o Lions Clube Tangará da Serra, que distribuíram as mudas nos canteiros da Avenida Brasil e Avenida Leontina Sanches.

Ao todo, nessa etapa, que deve ser seguida de várias outras, foram plantadas 127 mudas enaltecendo assim a importância de priorizar o cuidado com a fauna e a flora para um futuro ecologicamente sustentável e equilibrado.

Participando do plantio, o secretário de Meio Ambiente de Tangará da Serra, Magno César disse que uma das metas da Secretaria é de transformar o Município em uma “cidade verde”. “Hoje estamos aqui para plantarmos mais essas 127 mudas nessa grande parceria que vem dando certo e que realmente as pessoas abraçam essa causa e vem fazer o plantio de árvores. E hoje fazemos esse plantio sabendo que essas árvores embelezarão nossos canteiros e além de embelezar, trazem qualidade de vida para toda nossa população. Esse é um projeto da secretaria no qual queremos transformar Tangará da Serra numa cidade verde, um projeto de arborização para a nossa cidade para que possamos fazer o plantio de árvores em todas as avenidas e também reflorestar as nossas áreas de preservação permanente, as quais estamos dando uma atenção especial com o serviço de cercamento, prevenindo para que esse ambiente não seja agredido”, salientou o secretário.

“Esse trabalho com toda certeza é muito importante para o meio ambiente e para a nossa cidade, seria um acabamento de embelezamento para a nossa avenida Brasil”, reforçou o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Lions, Carmo Aparecido.

Durante a ação, além do plantio, os voluntários replantaram mudas que não vingaram no primeiro plantio. Lembrando que mais de 500 mudas foram plantadas pelo Lions Clube em 2018, e, só neste ano, já se aproximam de 300 mudas, produção do Lions em seu canteiro de mudas.

Fonte: Rosi Oliveira - Redação DS

Falta de repasses força APAE a tomar medidas drásticas para manter serviços

Outras medidas já foram tomadas, mas crise ainda persiste

Um dos assuntos mais recorrentes atualmente é a crise que assola vários setores e segmentos, o que infelizmente acabou recaindo também sobre instituições educacionais. Esse é o caso da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Tangará da Serra (Apae), que enfrenta momento de grande dificuldade, o que forçará a diretoria administrativa a tomar medidas severas para amenizar a situação. A notícia foi repassada pela própria presidente da instituição Clarice Grapeggia à redação do Diário da serra.

Segundo a presidente, as dificuldades enfrentadas pela escola não são de hoje, mas infelizmente foram agravadas nesse ano por falta de um convênio no valor de R$ 380 mil que até o momento não foi revalidado.

De acordo com Clarice, o convênio é estadual e até agora não há nenhuma posição quanto a sua revalidação, e, por esse motivo, para fazer um enxugamento nos gastos, uma das decisões será a paralisação do transporte de alunos, que de agora em diante deverá ficar por conta dos pais.

Outra medida a ser tomada em breve, conforme Grapeggia, será a demissão de alguns funcionários.

Ainda segundo a presidente, outras medidas já foram tomadas em busca de amenizar o problema, mas elas não deram o resultado esperado, e, portanto, essas outras serão necessárias. “Nós tínhamos esse convênio com o estado que durou dois anos e venceu em outubro, e até agora não tivemos nenhuma sinalização de renovação. Temos aqui funcionários que são pagos com esse convênio, e se ele não for revalidado, não temos como manter os pagamentos dos mesmos e isso não é certo. Por isso, teremos que fazer essas adequações, lembrando que assim que as coisas forem normalizadas, esses funcionários serão novamente trazidos de volta”, frisou Clarice bastante emocionada. “A comunidade sempre nos ouviu dizer que estávamos passando por necessidades, e sempre demos um jeito, mas dessa vez não temos o que fazer, infelizmente”, ressaltou.

Apae Energia pode ajudar a amenizar situação de escola

Embora muitas pessoas pensem que a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) seja de responsabilidade do Estado e Município, isso não é verdade. Ela é uma instituição fundada por pais e amigos e vive de doações, o que não impede que o Município ajude, mas não é sua competência. Em Tangará da Serra recentemente um convênio foi assinado entre a Apae e o Município e em breve o dinheiro deverá ser repassado à casa, mas ele ainda será insuficiente.

De acordo com a presidente, Clarice Grapeggia, várias foram as sugestões em busca de soluções, mas, em sua grande maioria, elas serão a longo prazo, e isso, a escola não tem. Buscando de forma mais rápida obter retorno, em breve a Apae sairá às ruas em mutirão, em busca de reforçar o Programa Apae Energia, que atualmente contribui de forma substancial com os gastos da escola, com a média de R$ 9 mil mensais. Para isso, serão no mínimo dois dias a menos de aula na escola, quando todos os funcionários estarão nas ruas buscando apoio da comunidade e, solicitando aos munícipes que já participam doando, que reforcem a doação e convidando outros que ainda não o fazem, a ajudar. “Nosso desejo é dobrar ou triplicar esse valor, então, se quem doa um real passar a doar dois ou mais isso já pode acontecer. Lembrando que a pessoa pode desistir da doação quando quiser”, ressaltou. “Precisamos imensamente da ajuda da comunidade e apelamos para que nos ajudem, por favor. Com a doação na conta de energia é uma forma rápida de levantar fundos. É seguro e nos ajuda demais”, convoca a presidente.

Fonte: Rosi Oliveira - Redação DS