Cidinho assume no Senado no lugar de Maggi e promete ouvir prefeitos

Essa é a terceira vez que Cidinho ocupa o cargo, a primeira foi em 2012 e a segunda em 2014

O ex-prefeito por três mandatos da pequena Nova Marilândia, médio-norte de Mato Grosso, ex-presidente da AMM (Associação Mato-Grossense dos Municípios) e ex-secretário de Projetos Estratégicos do governo do Estado na gestão de Blairo Maggi (PP), Cidinho Santos (PP), assume nesta segunda-feira, 16, no lugar de Maggi, que ocupa cargo de ministro da Agricultura do presidente interino Michel Temer (PMDB).

Essa é a terceira vez que Cidinho ocupa o cargo, a primeira foi em 2012 e a segunda em 2014. Cidinho se filiou ao PP juntamente com Blairo Maggi na última semana.

Com a posse do Senador Blairo Maggi, agora ministro da Agricultura, Cidinho passará a ocupar a vaga e se diz bastante entusiasmado. “ Hoje é um pouco diferente, passei pelo cargo outras duas vezes, mas em ocasiões bem distintas da atual. Em 2012 e em 2014 assumi em prazos curtos em função de licenças do Blairo, agora o prazo será maior, pois assumirei por tempo indefinido já que o Blairo ficará na Agricultura pelo tempo que achar que deve, não tem tempo para sair então terei um prazo maior para trabalhar”, informou, fazendo um comparativo sobre ele e seu antecessor. “ Somos políticos diferentes, o Blairo tem um trabalho mais amplo, uma visão diferenciada da minha, ações mais macro. Eu fui prefeito por três vezes e isso fez de mim um político municipalista, minhas ações são mais pontuais, voltadas para os municípios, para a agricultura familiar, para a infraestrutura e a logística”, pontua o Senador.

De acordo com Cidinho, uma de suas primeiras ações no senado federal, será a de dar continuidade aos projeto do ministro, Maggi.” Quero dar continuidade aos projetos do Blairo e também aos meus que apresentei nas duas vezes que estive no senado e que estão tramitando. Acompanharei os trabalhos nas comissões que o Blairo participava. Como senador quero atuar pelo pacto federativo, que permitirá uma melhor distribuição do bolo tributário entre Estado e Municípios. Hoje, a maior parte do bolo fica com o governo federal e defendo que isso deve mudar”, assegurou Cidinho.

De acordo com o Senador, com a nova gestão tudo tende a melhorar. “Muda muita coisa e para melhor. É de conhecimento de todos que a relação de Taques e Dilma era estremecida, havia muitas divergências e isso prejudicava o estado. Acredito que haverá uma aproximação maior entre Estado e União. Mato Grosso precisa de mais investimentos, mas sabemos que não tem condições financeiras de executar sozinho. Com Dilma não funcionava, nossa expectativa é que com Temer dê certo”, finalizou.

Fonte: Rosi Oliveira - Redação DS

Estado quer terceirizar administração das escolas João Batista e Jonas Lopes

Em Tangará da Serra, pelo menos duas escolas estão inclusas na proposta estadual de privatização

O Estado de Mato Grosso possui 755 unidades de ensino regular e pelo menos 76 escolas e 15 Centros de Formação e Aperfeiçoamento Profissional (Cefapros) terão suas as áreas administrativas e de manutenção vinculadas à iniciativa privada.

Pelo menos esta é a proposta do governo do Estado de Mato Grosso, por intermédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), através do MT PAR, que abriu Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para realização de Parceria Público Privada (PPP). Empresas habilitadas se candidatarão e apresentarão estudos de modelagem. Quem vencer a concessão administrativa ficará responsável pela construção, reforma, ampliação, gestão, manutenção e operacionalização de serviços não pedagógicos dessas escolas e Cefapros.

Em Tangará da Serra, pelo menos duas escolas estão inclusas na proposta estadual de privatização – Professor João Batista e Jonas Lopes da Silva. “O Sintep se posiciona contra a terceirização, pois educação não é uma mercadoria. Educação é um contexto geral, feita e debatida por uma comunidade e por isso o Sindicato se posiciona contra a terceirização da educação”, protesta a presidente da Subsede do Sintep de Tangará da Serra, Francisca Alda de Lima, ao lembrar que esta é uma das pautas do protesto que será promovido nesta terça-feira, 17, em todas as unidades estaduais de Tangará. 

Para a responsável, a terceirização, de certa forma, se não for bem estabelecida, poderá subtrair os direitos trabalhistas dos profissionais da educação. “Temos ações concretas em Tangará da Serra, as Oss [Organizações Sociais], que temos pessoas ainda na luta para receber seus direitos enquanto trabalhadores. Então a educação preocupa-se muito neste sentido”, lembra. “Temos a preocupação também que o vigia, a merendeira e o pessoal da limpeza da escola, que são educadores, que são profissionais da educação e que recebem informação específica por meio do pró-funcionário (...) perderão a progressão na carreira”.

Já a justificativa do Estado para iniciar essa PPP é a carência de capacidade financeira para fazer face a essas demandas de curto e longo prazos.

Fonte: Fabíola Tormes - Redação DS