Cartório faz chamamento para cadastro de mesários voluntários

São 73.345 eleitores, 35 locais de votação e mais de 200 seções eleitorais em Tangará da Serra, em área urbana, rural e indígena. Esses são alguns dos números das Eleições Gerais deste ano, que, para acontecer, precisam de 812 mesários, além de muitas outras necessárias para a logística eleitoral, ultrapassando mais de mil pessoas no Município.

Toda essa equipe já está sendo montada, iniciando neste período com aqueles que queiram contribuir voluntariamente com o processo. “Temos tido uma grande procura, até mesmo de órgãos públicos que tem mandado a lista completa, atualizada, dos servidores que querem participar, além de uma grande quantidade de pessoas que estão procurando o Cartório para se inscrever como mesário voluntário, mas ainda não é o suficiente”, informa o Chefe de Cartório Eleitoral da 19ª Zona Eleitoral de Tangará da Serra, Luis Gustavo Romko, ao afirmar que a intenção, para este ano, é trabalhar com a quantidade máxima possível de mesários voluntários.

Na última eleição mais de 50% do número total de mesários foi de voluntários, um percentual que vem crescendo a cada processo. “Na eleição passada ultrapassamos 50% e nesta seria interessante que tivéssemos 70% dos mesários voluntários, e num futuro chegar ao 100%”.

Àqueles que queiram participar do processo eleitoral, contribuindo como mesários voluntários, Romko pede para que procurem o Cartório Eleitoral. “É possível fazer o cadastro pela internet, mas é mais interessante que as pessoas venham até o Cartório Eleitoral, porque o formulário que temos aqui é mais completo, de maneira que facilite o nosso contato posterior”. 

Todo eleitor de Tangará da Serra, maior de 18 anos, em situação regular perante a Justiça Eleitoral pode ser mesário. Além de fortalecer a democracia, os voluntários terão como vantagens dois dias de folga para cada dia convocado pela Justiça Eleitoral; auxílio-alimentação no dia da eleição; certidão a serviço da Justiça Eleitoral; entre outros.

Fabíola Tormes / Redação DS

Prefeito e Vice representam Tangará na Marcha em Defesa dos Municípios

Comitiva de Tangará da Serra na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios

Fábio Junqueira e Renato Gouveia, Prefeito e Vice-prefeito de Tangará da Serra, representam o Município na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. A ação é promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e tem a adesão de representantes do Poder Executivo de todo o território nacional.

“Desde a implantação do Estado Novo no Brasil que os Municípios perderam autonomia, perderam relevância e se tornaram meros coadjuvantes das políticas públicas planejadas pela União, sempre com poucos recursos e muitos atribuições. Com as marchas realizadas pela CNM, acorda-se para o verdadeiro papel dos Municípios como executores de políticas públicas. Estamos, enfim, nessa luta, participando desse evento a exemplo dos anteriores, sempre buscando o aperfeiçoamento do Pacto Federativo e das relações entre os entes da Federação – Município, Estados e União”, pontuou o Prefeito.

A Marcha que iniciou na última segunda-feira, 21 e encerra nesta quinta-feira, 24, reúne gestores públicos de todo o país e possui uma programação extensa, com a realização de plenárias, exposição, arenas temáticas, atendimento técnico e muito mais. Porém, muito além de um encontro, o evento é um movimento. Mobiliza o municipalismo de todo Brasil em torno de causas que auxiliam o trabalho e o cuidado dos gestores com as suas cidades e seus munícipes.

A cerimônia de abertura apresentou aos participantes vídeos institucionais de boas-vindas, com a participação de colaboradores, técnicos e também do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, falando sobre a história do movimento municipalista, sua colaboração na gestão local e apresentando dados importantes das conquistas do movimento nos últimos dez anos.

Diego Soares
Assessoria de Imprensa

Vacinação contra a gripe inicia nesta terça na zona rural

A Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra, por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, inicia nesta terça-feira, 22, o trabalho de imunização contra a gripe na zona rural. 

No primeiro dia as equipes estarão das 8h30 às 9h na escola Che Guevara imunizando todas as pessoas do grupo alvo; das 9h30 às 10h30 no posto de saúde da curva; e das 12h às 13h30 no posto de saúde da sede Marechal Rondon. A imunização segue na quarta-feira, dia 23, das 9h às 10h30 no posto de saúde da Triângulo e das 12h às 13h30 no posto de saúde São Jorge.

“Vamos iniciar este trabalho na zona rural, além de que estamos intensificando o trabalho na área urbana, fazendo busca ativa de todas as crianças e gestantes em cada unidade”, afirma a coordenadora do setor, Juliana Herrero. 

De acordo com Boletim da Vigilância Epidemiológica, praticamente todos os grupos prioritários atingiram a meta de vacinação, estando muito abaixo do esperado as crianças menores de cinco anos, com apenas 69,52% da meta de vacinação – de 6.221 crianças; as gestantes com apenas 60,88%; e os doentes crônicos, com 71,75%. A vacinação segue até o dia 1º de junho próximo.

Fabíola Tormes / Redação DS

Justiça Eleitoral inicia trabalhos de logística e preparação das eleições


No próximo dia 7 de outubro, cerca de 14 milhões de eleitores de todo o país irão às urnas para eleger o presidente da República, governadores dos Estados, dois terços do Senado Federal, deputados federais e deputados estaduais.

No Estado de Mato Grosso, são 24 vagas na Assembleia Legislativa, oito na Câmara Federal e duas para o Senado, além da disputa pelo comando do Palácio Paiaguás, fazendo com que a corrida eleitoral fique acirrada, especialmente nesses 139 dias que antecedem a votação. 

Assim como aos partidos e pretensos candidatos, esse período pré-eleição também é de muita preparação para Justiça Eleitoral. Em Tangará da Serra, de acordo com o chefe do Cartório da 19ª Zona Eleitoral, Luis Gustavo Romko, o trabalho iniciou há muito tempo, porém nestes meses que antecedem as eleições vão sendo intensificados. 

“Paramos com o atendimento ao eleitor e agora temos alguns prazos que são internos, de regularização do cadastro de eleitores a serem cumpridos”, destaca o responsável, ao afirmar que, por se tratar de eleições gerais, os candidatos são todos registrados no Tribunal Regional Eleitoral e Superior Eleitoral, dependendo do cargo que o candidato concorre. “Nos Cartórios Eleitorais, basicamente, há a questão de fiscalização, de propaganda e a organização logística das eleições, a verificação e definição dos locais de votação, convocação e escolha de mesários, toda a parte de logística de urnas, informática (…) bastante trabalho que começamos a partir de agora”. 

Segundo Romko, independente dos candidatos estarem com suas bases eleitorais nos municípios, o registro de candidatura – que vai até 15 de agosto – deve ser feito no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (aos candidatos do Estado). “Nas eleições municipais todo o trabalho de registro de candidatos, de fiscalização, apuração, tudo é feito no Cartório Eleitoral e quem responde pelo controle dos trabalhos é o juiz eleitoral. Já nas eleições gerais todo o trabalho judicial, de registro de candidatura, de julgamento de processos, de representações por crimes eleitorais, por violações a lei eleitoral, propaganda antecipada ou propaganda irregular na época da eleição, tudo isso é julgado no TRE, em Cuiabá, para os candidatos a deputado estadual, federal, senador e governador, e no caso de presidente é julgado no TSE. Então a competência não é nossa”, explica..

A totalização dos votos locais, porém, serão realizados pelo Cartório da 19ª Zona Eleitoral de Tangará da Serra. “A apuração é feita em cada urna, individualmente (…) e a Justiça Eleitoral faz a totalização dos votos, que é a soma dos votos pré apurados em cada urna”.

Debate eleitoral fora da campanha foi ampliado

A Lei 13.165/2015, também conhecida como Reforma Eleitoral 2015, alterou diversos pontos da legislação eleitoral. Um deles foi a diminuição no tempo de campanha de 90 para 45 dias.

Para o chefe do Cartório da 19ª Zona Eleitoral, Luis Gustavo Romko, mesmo tendo diminuído o tempo de campanha pela metade, o debate foi ampliado. “Tivemos uma reforma eleitoral em 2015, que pela primeira vez será aplicada nas eleições gerais, que diminuí o período oficial de campanha. Todavia, essa mesma reforma tirou muito da vedação de propaganda antecipada. Hoje os candidatos, com o artigo da Lei das Eleições, o 36 e 36 A, que falava sobre propaganda antecipada, foram bastante flexibilizados”, afirma o responsável, ao explicar que hoje o candidato pode se declarar pré-candidato, pode falar sobre sua plataforma política, seus projetos, sobre suas qualidades pessoais. “E isso vai caracterizar simplesmente, de acordo com a recente jurisprudência do TSE, promoção pessoal, somente”.

“O que o candidato não pode é falar: vote em mim para o cargo tal, na eleição tal. O pedido de voto tem que ser explícito, e essa explicitude se caracteriza pelo pedido ‘vote em mim’, pela menção a eleição, 2018, e pela menção ao cargo”, complementa. “A legislação nova é bastante clara nesse sentido. Diminuiu o tempo de campanha, mas para compensar isso, há uma pré-campanha e há pré-candidatos, para ampliar o debate democrático e melhorar a qualidade do voto, para não se decidir de última hora. Quanto maior o debate, melhor para o processo democrático”.

“Propaganda eleitoral antecipada está bem difícil de se configurar”

A ampliação do debate na campanha eleitoral – permitido fora dos 45 dias de campanha oficial – tem gerado muita dúvida nos eleitores e, principalmente, muitas denúncias na Justiça Eleitoral. “Os eleitores tem muita dúvida ainda e temos recebido muitas denúncias de discussões em facebook e whatsApp, que, na verdade, são discussões normais do processo democrático. As pessoas tem que debater, pois política é debate”, afirma o chefe do Cartório da 19ª Zona Eleitoral, Luis Gustavo Romko, ao destacar que hoje a “propaganda eleitoral antecipada está bem difícil de se configurar”.

Segundo o responsável, hoje a Justiça Eleitoral tem que coibir, basicamente, três tipos de propaganda: a propaganda com abuso de pode econômico, que o candidato está gastando dinheiro acima de um limite, que deixa os demais candidatos em situação de desvantagem; as propagandas que atacam indevidamente um determinado candidato com ofensas a honra e a moral, que são intencionalmente falsas e que possam influir negativamente na campanha; e a propaganda que incita preconceito, o sectarismo e que é contra o estado democrático de direito. “Esses são os tipos de propaganda que a Justiça Eleitoral deve coibir. Agora o debate em si não. Este deve ser estimulado”. 

Pesquisas eleitorais – Outra grande dúvida são as pesquisas eleitorais. Segundo Romko, existe um regramento muito específico, bastante detalhado, de que deve haver uma empresas, com parâmetros pré-definidos, que devem ser informados antes, como quantidade de pessoas, local, qual serão as perguntas. “Todos esses parâmetros devem ser registrados antes de se fazer a pesquisa, através de um sistema da Justiça Eleitoral, sujeitos a auditoria, podendo ser até mesmo impugnados e gerar um processo. O que acontece é que essas pesquisas podem ser feitas antes e durante o processo eleitoral”. 

Existe também uma outra questão: a enquete. “A enquete é vedada somente no período eleitoral”.

Fabíola Tormes / Redação DS