Governador não aceita proposta de deputados e trabalhadores decidem manter greve

Em assembleia, a categoria debateu o documento de conciliação ou mediação do corte de pontos concluído junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Enquanto o governador Mauro Mendes (DEM) disse que não aceitou a proposta feita pela Assembleia Legislativa (AL), para o pagamento do reajuste dos salários dos profissionais da rede estadual de educação, a categoria decidiu, em assembleia geral, realizada na tarde de ontem (12), manter por tempo indeterminado a greve que começou há 48 dias. Com o impasse, parte dos quase 400 mil alunos segue sem aula. 

Numa demonstração de resistência frente à posição do governo do Estado, que alega estar com o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) extrapolado para atender a principal reivindicação dos servidores do sistema, a decisão foi tomada mesmo com o corte dos salários dos grevistas. Com base nos dados de arrecadação do estado, os deputados elaboraram uma planilha de repasse do percentual da Lei 510/2013, os 7,69%, em três vezes. A planilha traz como proposição o pagamento de 2,6% na folha salarial de agosto e, o mesmo percentual (2,6%) na folha de novembros de 2019. E ainda, outros 2,49%, na folha salarial de fevereiro de 2020. 

Porém, o governador não aceitou a contraproposta. “Nós já respondemos a Assembleia da mesma forma que já respondemos a todos, inclusive o sindicato em uma reunião que fizemos aqui com eles, dizendo clara e objetivamente: Existe uma lei de responsabilidade fiscal, que é federal, aprovada no ano 2000, que é superior às leis estaduais hierarquicamente”, disse Mendes. ““Existe a prevalência de leis. E diz claramente que estourando o limite de gastos com pessoal, ficamos impedidos de dar qualquer aumento na folha salarial. E nada disso mudou na última semana, últimos meses. Enquanto não mudar, não temos condições”, completou. 

Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores (Sintep-MT) aponta que o documento elaborado pela Assembleia Legislativa aponta para existência de recursos para assegurar a integralidade do percentual (7,69%) da Lei 510-2013. Para a categoria, a cobrança junto aos parlamentares estaduais resultou na construção de uma proposta concreta. O documento, segundo o Sintep, apresenta fontes orçamentárias (ICMS, Fundo de Exportação, e Fethab) para garantir o cumprimento da Lei 510/2013. Conforme os trabalhadores, em sessão realizada na quarta-feira (10), os deputados vetaram a retirada do Fundo de Exportação, o FEX, do orçamento do estadual. O sindicato entende que o recurso do FEX que entra nos cofres públicos todos os anos, passou por uma manobra fiscal no início de 2019, que retirou do orçamento estadual algo em torno de R$ 500 milhões. 

"Esse corte integrou a Lei de Congelamento de gastos estaduais (LC nº 81) que reduziu o montante de recursos disponíveis para investimentos e elevou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal", esclarece o dirigente estadual do Sintep/MT, Henrique Lopes. Fato que sustentou a alegação do governo, que não teria recursos para a Lei 510/2013. Somada ao FEX os parlamentares constataram o aumento de outros impostos, já no primeiro quadrimestre de 2019, que amplia a arrecadação estadual acima do estimado para o ano. 

Para os grevistas, o estado tem receitas comprovadas e citadas no documento de proposta de mediação no TJ. “Nele estão os R$1.786 bilhão, para 2019 e 2020, sendo R$ 986 e 800 mil, respectivamente. São os recursos de ICMS (R$ 224.5 milhões), Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab - R$ 268.2 milhões) e R$ 500 milhões oriundos das renúncias fiscais (FEX)", cita o secretário de finanças do Sintep/MT, Orlando Francisco. 

Antes da assembleia geral, delegados e delegadas das subsedes do Sintep participaram do Conselho de Representantes da categoria. "O balanço que fizemos esta semana, já com anúncio de corte também para junho, apresentou mais de 65% dos trabalhadores da educação mobilizados", disse o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira. Na assembleia, os presentes debateram também o documento de conciliação ou mediação do corte de pontos, concluído junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 8 de julho.

O governo reafirma ainda que tem dialogado de forma franca e honesta com a categoria, além de ter atendido a maior parte das reivindicações como, por exemplo, o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano. Segundo estimativa do governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento desse benefício. Ao todo, o investimento previsto é de quase R$ 115 milhões na educação, ainda este ano.

Outra reivindicação atendida é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios. No mês de julho, serão chamadas 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais. 

Quanto as outras reivindicações da categoria, referente ao pagamento da Lei 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA), o governo afirma que está impedido de conceder devido ao que dispõe a LRF, além da crise financeira. A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos estados e municípios brasileiros. “Entre esses gastos estão as despesas de pessoal, que podem consumir o máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL), ou seja, o estado não pode gastar com folha de pagamento de seus servidores mais de 49% daquilo que arrecada”, diz. 

Atualmente, segundo o governo, Mato Grosso já está com o limite da LRF extrapolado, pois gasta 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores. “Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o estado já não dispõe”, frisou. 

Ainda ontem, o Sintep realizou a campanha solidária "Para alimentar quem te alimenta de conhecimento", que visou a arrecadação de alimentos não perecíveis. A iniciativa surgiu, segundo o sindicato, depois da ação truculenta do governo Mauro Mendes que cortou o ponto dos profissionais da educação, que lutam em defesa do cumprimento de leis constitucionais”. 

JOANICE DE DEUS
Reportagem Diário de Cuiabá

Quintão comemora obras de recuperação da Serrinha entre Tangará e Nova Olímpia

Ronaldo Quintão (PP) acompanhou esta semana as ações da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Nova Olímpia na Serrinha, via de acesso alternativa entre Tangará da Serra e Nova Olímpia, na Serra Tapirapuã. A obra foi solicitada pelo presidente da Câmara Municipal e será executada pelas prefeituras das duas cidades.

“A gente parabeniza o prefeito de Nova Olímpia, Zé Elpídio. Conversamos também com o prefeito Fábio, e temos certeza que Tangará da Serra fará sua parte. Isso aqui não é uma ação em favor de uma cidade, mas é uma ação a favor da nossa região e dos nossos cidadãos, portanto resultado de uma união entre as prefeituras e os vereadores de Tangará da Serra e Nova Olímpia”, afirmou o vereador Ronaldo Quintão.

A recuperação da estrada da Serrinha facilita o acesso entre os dois municípios e isso melhora o intercâmbio comercial. Com comércio forte e muitos prestadores de serviços, Tangará da Serra tem muito a ganhar na avaliação do presidente da Câmara.

Parcerias sociais vão permitir a pavimentação de estradas em 26 municípios

Decreto que regulamenta o novo instrumento de execução de obras em Mato Grosso foi publicado nesta sexta-feira; 30 associações já mostraram interesse em atuar com Estado

O decreto que regulamenta a Lei Estadual nº 10.861 das Parcerias Sociais celebradas entre o Estado e as Organizações da Sociedade Civil (OSC) na área de infraestrutura, as chamadas PPPs Sociais, foi publicado nesta sexta-feira (12.07) no Diário Oficial do Estado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Com a normatização da lei em vigor, o Governo do Estado espera pavimentar até 1,2 mil quilômetros de rodovias nos próximos dois anos, beneficiando diretamente 26 municípios de várias regiões de Mato Grosso.

Os detalhes de como será implementado o novo instrumento de execução de obra pública de Mato Grosso foram repassados pelo Governador Mauro Mendes, o vice-governador, Otaviano Pivetta e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira durante coletiva na tarde desta sexta-feira (12), no Palácio Paiaguás. “As PPPs sociais vão permitir a construção de mais de mil quilômetros de asfalto num modelo que vai trazer grande economicidade e além disso a garantia da manutenção num período de 10 anos de vigor das parcerias. Os produtores participam, colocam contrapartida e isso torna tudo muito mais barato do que se nós adotássemos o modelo convencionais de concessão”, argumentou o governador Mauro Mendes.

Professor Sebastian consegue de Dr. Leonardo mais recursos para atenção básica em Tangará

Professor Sebastian (PSB) recebeu esta semana a confirmação do deputado federal Doutor Leonardo Albuquerque (Solidariedade-MT) de que Tangará da Serra receberá mais recursos do Ministério da Saúde, destinados a Atenção Básica. O empenho do deputado ocorre em atendimento a solicitações do vereador em favor da saúde pública.

“Recebi a notícia com muito entusiasmo e é preciso realmente comemorar essa possibilidade de recursos, sendo esta uma ação do deputado federal Doutor Leonardo, que faz um esforço em Brasília para bem representar Mato Grosso e, nesta feita, trabalhando em favor de Tangará da Serra junto ao Ministério da Saúde pela destinação de 150 mil reais ao município”, avalia o vereador Professor Sebastian.

Em ofício encaminhado ao Município, o deputado informa destinação de recursos do Ministério da Saúde. “Venho com grande satisfação informar que destinei recursos para o Município de Tangará da Serra - MT, junto ao Ministério da Saúde, objetivando incremento temporário ao custeio de serviços de atenção básica em saúde para cumprimento de metas (PAB) - 2E89, no valor de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais)”, diz o deputado Doutor Leonardo, no documento.

Municípios aderem à campanha da Nota MT

A Secretaria de Fazenda (Sefaz), por meio das gerências regionais de atendimento ao contribuinte, está divulgando a Nota MT nos municípios do interior do estado. A ação já percorreu cerca de 60 cidades e visa orientar comerciantes e representantes municipais sobre a importância do programa, que estimula a emissão de notas fiscais com o CPF do consumidor nas aquisições de mercadorias.

“É uma ação de educação fiscal importante e que teve grande adesão tanto por parte dos comerciantes quanto por parte das prefeituras e dos representante dos segmentos da sociedade”, afirma Elmo Pimentel, gerente da Regional Leste de Atendimento ao Contribuinte.

De acordo com ele, a divulgação da Nota MT teve início no município de Vila Rica, no extremo nordeste do estado, e terminou na cidade de Barra do Garças com um evento para comerciantes, contadores e representantes das prefeituras, faculdades e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Ao todo, foram percorridas 30 cidades.

Já em Tangará da Serra, o evento foi realizado no Paço Municipal com a participação do prefeito e todo o secretariado. Na oportunidade foi apresentado o passo a passo para fazer o cadastro, os valores das premiações e como o consumidor indica a entidade filantrópica que será contemplada, caso ele ganhe o prêmio.

Projeto de Lei quer assegura acesso livre a personal trainers que atendem clientes nas academias

Autor da proposição, deputado Paulo Araújo justifica que a cobrança é bastante injusta

Muitos profissionais de educação física estão reclamando que algumas academias de Mato Grosso está sendo cobrando dinheiro para permitirem o acesso desses profissionais para trabalhar como personal trainers, mesmo que eles estejam apenas orientando os alunos. Entendendo ser injusta a cobrança, o deputado Paulo Araújo (PP) apresentou, na sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na quinta-feira (11), Projeto de Lei (PL 736/19) que assegura acesso livre e sem taxas de profissionais de educação física as dependências de quaisquer academias de ginastica e estabelecimento do gênero. 

Paulo Araújo justifica que a cobrança é bastante injusta. “A academia não realiza esse tipo de serviço. Os clientes já pagam a mensalidade da academia para usufruir da estrutura, entretanto o cliente acaba por contratar um personal a parte, que faz um trabalho exclusivamente com ele sem atrapalhar nada a academia”, comentou Araújo.