Período deve movimentar R$ 769 mi e gerar 1,7 mil empregos temporários

As vendas alusivas ao período de Natal – melhor data do ano dentro do calendário comercial – deverá movimentar cerca de R$ 769 milhões na economia de Mato Grosso, em 2019, conforme dados divulgados ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio/MT. O faturamento estimado só é menor quando comparado às projeções da entidade para os estados do Sul, de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais no Sudeste e de Ceará, Pernambuco e Bahia no Nordeste.

As cifras mostram que o faturamento projetado ao comércio varejista, para a data, deve ser 3,1% superior ao contabilizado no ano anterior. Se confirmado, Mato Grosso terá o terceiro ano consecutivo de resultado positivo.

Neste mesmo período há dados positivos para o mercado de trabalho, com a projeção de expansão de vagas temporárias, o que irá contribuir com a geração de aproximadamente 1,7 mil novos empregos para o comércio no Estado. Nesta modalidade de contratação, se confirmada a projeção da CNC, Mato Grosso deve ocupar a décima primeira posição dos estados que mais contratarão neste período.

Desmatamento da Amazônia reduziu chuva em Mato Grosso e afetou safra de soja, diz pesquisa

Período chuvoso encolheu 27 dias de 1998 a 2012; neste ano, ele chegou ao estado com o maior atraso dos últimos cinco anos

Neste ano, as chuvas chegaram a Mato Grosso com o maior atraso em cinco anos. A escassez fez com que a soja não germinasse, e os agricultores tiveram que fazer o replantio, no principal estado produtor do país. A explicação está nas árvores, ou na falta delas.

A redução do período de chuvas, como a observada agora, na região que compreende Rondônia, o norte do Mato Grosso, o sul do Pará e do Amazonas, está associada ao desmatamento , mostra um estudo de cientistas das universidades Federal de Viçosa (MG) e da Califórnia (EUA).

A pesquisa que relacionou o desmatamento à diminuição das chuvas no sul da Amazônia foi publicada na revista International Journal of Climatology. Ela detectou uma diminuição de 27 dias no período chuvoso de 1998 a 2012.

Os cientistas analisaram dados de um satélite da Nasa que mede chuvas e de uso da terra. Eles viram que, a cada 10% de uma determinada área desmatada, a estação chuvosa perdeu, em média, 1 dia.