Judiciário avalia positivamente Mutirão na Vara Criminal em Tangará da Serra

Ao longo da semana, foi realizado um amplo mutirão no sistema prisional de Tangará da Serra. O trabalho está sendo realizado em todo o estado de Mato Grosso pela Corregedoria do Tribunal de Justiça.

De acordo com Maurício Lineo Fett, Gestor Judiciário da Vara Criminal da Comarca de Tangará da Serra, o objetivo do mutirão foi verificar a situação de cada preso. “Verificou-se a situação de todos para ver se o processo está andando ou parado, porque às vezes poderia ser um preso de outra comarca, esquecido. Então, verificou-se também por qual motivo cada um está preso”, disse.

O sistema prisional de Tangará da Serra abriga hoje 360 presos do sexo masculino no CDP e 70 do sexo feminino na antiga cadeia pública. Todos tiveram seus casos analisados. “É verificado o andamento de cada processo. Com isso, se houvesse alguma anomalia, seria feita a soltura dos presos”, explica o Gestor Judiciário.

Em Tangará da Serra houve cinco solturas de presos. De acordo com Maurício Fett nenhuma foi por excesso de prazo de prisão. “Simplesmente porque eles já poderiam ser soltos, mas não por algum motivo errado”, afirmou.

Outro objetivo do mutirão é verificar quantos presos provisórios e quantos definitivos existem em Mato Grosso e se estão detidos juntos ou não.

Por Marlenne Maria com Heverton Luiz - Redação DS

Plano Estadual da Agricultura Familiar é discutido em Tangará

Evento foi realizado na última quinta-feira, no auditório da Unemat

Autoridades públicas e agricultores se reuniram para debater as diretrizes do Plano da Agricultura Familiar para os próximos 20 anos

Com o objetivo de selecionar propostas para elaboração do Plano Estadual da Agricultura Familiar, o município de Tangará da Serra sediou nessa quinta-feira, dia 27 de abril, um encontro realizado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS/MT) e pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf/MT). O evento aconteceu no auditório da Unemat, onde autoridades públicas e agricultores se reuniram para debater as diretrizes do Plano da Agricultura Familiar para os próximos 20 anos. De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Ander Santos, cinco temas diferentes foram debatidos no decorrer do dia entre 130 pessoas que participaram das discussões.
“O Plano já estava quase completo, faltava somente esse encontro aqui em nosso município. Agora a proposta irá para a Assembleia Legislativa para tornar-se lei, que dará um guia para a Agricultura Familiar, inclusive aqui de Tangará da Serra”, explicou o responsável, ao destacar a importância da participação dos produtores rurais na elaboração da proposta, atendendo assim efetivamente as necessidades dentro da gestão pública.

Para o oficial da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Eliel Ferreira, o Plano Estadual da Agricultura Familiar é fundamental para inserir os assentados e outros produtores dentro do programa, que é pautado numa boa elaboração assistencial. “Durante esse evento ouvimos os produtores que são da agricultura familiar, que passaram um período muito grande praticamente esquecidos. É impossível montar um sistema de produção se não houver assistência técnica e direcionamento para questão da comercialização. Esse encontro delineou essas ações para que as famílias tenham um canal de comercializações, para que os produtores se aglomerarem em associações e assim receberem a devida assistência técnica e políticas públicas”, enfatizou.
O evento contou com o apoio da Unemat Campus Tangará da Serra, Empaer, Laticínio Vital, Prefeitura Municipal de Tangará da Serra e Colegiado do Território de Identidade Rural do Alto Paraguai.

Por Rodrigo Soares - Redação DS

Inaugurada em Tangará a Casa de Apoio para pacientes renais

Foi inaugurada na manhã desta sexta-feira (18), a Casa de Apoio Maria José de Matos. O objetivo é atender pacientes renais e ou familiares que necessitem por algum motivo de abrigo em Tangará da Serra e não tenham onde ficar.

O espaço tem capacidade para abrigar 16 pessoas, com camas beliche, sala, refeitório e outras dependências.

O médico Dr. João José de Matos, responsável pela Clínica de Hemodiálise foi o responsável pela organização da casa. Em entrevista ele destacou que é a realização de um sonho muito antigo. “Tenho a teoria de que o homem que deixa de sonhar, deixa de viver. E este é um sonho muito antigo. Desde que cheguei com minha família em Tangará, em 2008, já sentíamos, quando morávamos em Cuiabá, que pacientes daqui e da região iam para lá para fazer hemodiálise três vezes por semana e víamos o sofrimento. Desde que chegamos aqui tínhamos esta vontade e hoje estamos realizando”.

A clínica de hemodiálise de Tangará da Serra atende pacientes de 14 cidades da região. Dr. João exemplificou a necessidade de criação da casa de apoio citando o caso de um paciente de Juína que faz o tratamento em Tangará. “Este paciente de Juína anda mil quilômetros, 500 para vir e 500 para voltar, para fazer a hemodiálise. O motorista da ambulância sai de lá a uma hora da manhã e chega aqui às 08:00 da manhã. E não tem onde ficar. Numa situação destas, enquanto o paciente faz a hemodiálise, este motorista pode vir aqui, descansar, tomar um banho, fazer uma refeição e voltar com amis segurança”.

A escolha do nome da casa, é uma homenagem à mãe do médico. “Queria homenagear a minha mãe. Tudo que sou na minha vida devo a ela. Além de me dar a vida, me deu muita coisa, me deu educação, apesar de ser humilde, praticamente analfabeta, muito sofredora. Hoje ela tem 99 anos e está internada em uma clínica em Cuiabá com Alzheimer e demência, mas queria homenageá-la”, contou.

A casa poderá ser utilizada também por pacientes de Tangará da Serra que estejam sem locomoção temporariamente ou necessitem permanecer por algum motivo na cidade caso residam na região rural. “Tenho pacientes de Tangara que tem problemas de locomoção, alguns até paraplégicos. E muitas vezes não tem acesso a ambulância, podem então ficar aqui até dois dias para se organizar. Alguns precisam fazer exames e não tem como voltar para sua cidade no mesmo dia, podem passar a noite aqui. Algum paciente de fora que interne aqui e a família não tem onde ficar, pode ficar aqui até ele ter alta”, disse o médico.

Manutenção

Toda a montagem da casa foi realizada com doações, da própria Clínica de Hemodiálise e de colaboradores. A manutenção se dará da mesma forma. A clínica está pagando aluguel, água, luz e manutenção de funcionários. “Temos muitas pessoas da sociedade que são colaboradores e contribuirão mensalmente com uma mesada para mantermos a casa. São pessoas que não querem ser identificadas. Quem ficar na casa não gastará nada. Estes colaboradores são muito importantes, porque além de ajudarem a montar a casa, auxiliarão mensalmente na manutenção. Acredito que se dividirmos as despesas, todos ajudando com um pouco, não faltará nada. Estamos sendo procurados por pessoas que querem ajudar com doações mensais”, destacou o Dr. João.

Por Marlenne Maria com Heverton Luiz - Redação Rádio Pioneira